domingo, 15 de maio de 2011

A astrofísica do INPE.

Esse programa foi exibido na emissora Vanguarda, uma associada da rede globo no Vale do Paraíba.

Aqui é apresentado um pouco da divisão de astrofísica do INPE.




quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Equinócio, e estações do ano.

O APOD de hoje fala sobre o equinócio, que embora seja uma efeméride para nós na Terra, é um evento do Sistema SOL-Terra:

http://apod.nasa.gov/apod/ap100923.html

E as estações do ano? Bom, pra quem ainda acha que elas tem a ver com a excentricidade da órbita da Terra, fica o link para a página "Astronomia & Astrofísica" do Dr. Kepler de Oliveira:
http://astro.if.ufrgs.br/tempo/mas.htm

Relacionado a esse assunto, deixo um link para um artigo do Dr. Canalle sobre o ensino da órbita da Terra (Física na Escola, v. 4, n. 2, 2003): http://www.sbfisica.org.br/fne/Vol4/Num2/v4n2a06.pdf

Feliz dia do Equinócio!

sábado, 7 de agosto de 2010

Astrobiologia

De onde viemos? Apesar de esta ser uma das perguntas mais antigas da humanidade apenas nos últimos 90 anos é que ela tem sido alvo da ciência do ponto de vista cosmológico (investigando a origem e evolução do Universo), com marco inicial nos trabalhos de Einstein de 1917; e nos últimos 150 anos do ponto de vista biológico (investigando a origem e evolução da Vida), com marco inicial na publicação de Origem das Espécies de Darwin, em 1859.

Nos últimos 40 anos, alguns achados reforçaram essa busca científica pelas nossas origens. Nesses anos houve, por exemplo, a descoberta de aminoácidos componentes do código genético no meteorito de Murchison, que caiu na Austrália em 1969, mostrando que já havia matéria orgânica disponível na época da formação do Sistema Solar. Houve também, utilizando as técnicas da radioastronomia, a descoberta de moléculas orgânicas, água e amônia no meio interestelar, tanto em nossa galáxia como em muitas outras. Essas descobertas nos levam a concluir que os blocos primordiais para a existência de Vida como a conhecemos são de ocorrência comum no Universo.

Tudo isso, além do avanço da exploração espacial de outros planetas e luas do Sistema Solar por parte da NASA (Agência Espacial Norte-Americana) e ESA (Agência Espacial Européia) conduziram ao nascimento de uma área de pesquisa fortemente multidisciplinar que é a Astrobiologia: a investigação, do ponto de vista cósmico, de como a Vida surgiu e evoluiu e onde seres vivos são capazes de sobreviver.


Curta explanação de Douglas Galante, pesquisador ligado ao Instituto Astronômico e Geofísico da USP, a respeito da Astrobiologia

Sites em inglês sobre astrobiologia: NASA Astrobiology Institute, Stanford Astrobiology Course

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Eu sou o Sol...

Eu sou o astro rei
A maravilha cósmica
(...)
"O dia em que o Sol declarou seu amor pela Terra (Jorge Ben Jor)"

Além de ser importante para a vida na Terra, o Sol é importante para a astrofísica pois é a estrela mais próxima de nós. Isso significa que podemos observá-la e estudar os processos físicos que lá ocorrem em detalhe. E isso é feito com dezenas de instrumentos em observatórios terrestres e espaciais. Nestes últimos a observação é ininterrupta, e portanto podemos ter Sol de dia e de noite!

O mais legal é que esses observatórios disponibilizam imagens praticamente em tempo real, com acesso público:

Solar Monitor
Solar and Heliospheric Observatory (SOHO)
Solar Dynamics Observatory (SDO)
Big Bear Solar Observatory (BBSO)
Nobeyama Radioheliograph (NoRH)


Navegando por esses sites também se tem acesso a imagens e filmes do Sol calmo ou ativo em outros anos. No site do SOHO, por exemplo, a seção "Gallery" tem uma seleção dos "melhores momentos" do último ciclo. Ah, a nossa estrela também tem twitter: @sun

21/07: atualizando...
Nasa Eclipse Web Site : para acompanhar quando ocorrerão e a visibilidade de eclipses solares e lunares (passados e futuros), trânsitos.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Radioastronomia

Falando de grupos amadores, como mencionei no meu último post, curiosamente o nascimento da radioastronomia está ligado aos rádio-amadores.

No começo do século XX, com a experiência bem-sucedida de transmissões transatlânticas de rádio por Guglielmo Marconi em 1901, pensava-se que apenas baixas frequências fossem úteis para comunicação à longa distância. Assim, as primeiras regulamentações para estações de rádio deixaram as frequências mais altas para os rádio-amadores, aqueles que estavam interessados em rádio para fins pessoais/experimentais, não comerciais.

As experiências bem-sucedidas desses amadores estimulou a pesquisa mais detalhada por parte de empresas sobre possíveis fontes de interferência em comunicações transatlânticas para frequências mais altas, com o fim de aumentar a banda de frequência disponível para fins comerciais. Os Laboratórios Bell destacaram-se nessas pesquisas e, em 1932, Karl Jansky, físico a serviço dos Laboratórios Bell, descobriu as primeiras evidências de que objetos celestes emitem sinais de rádio, no seu caso vindos do centro da nossa galáxia, a Via Láctea.

Depois da descoberta, os Laboratórios Bell não permitiram ao próprio Jansky aprofundar suas pesquisas. Concluída a investigação sobre interferências em comunicações transatlânticas (quase nenhuma), Jansky foi deslocado para outro projeto.

A detecção de ondas de rádio só começou a se instituir de fato como nova técnica para a astronomia depois da Segunda Guerra Mundial, quando surgiram muitos grupos de engenheiros e físicos montando observatórios dedicados a apontar antenas cada vez maiores e melhores para o céu. Assim, descobriram fenômenos muito curiosos como, por exemplo, objetos celestes que são fontes de rádio muito intensas e, ao mesmo tempo, de brilho muito fraco em telescópios ópticos.

Uma das ciências que agradecem o nascimento da radioastronomia é a cosmologia. Usando essa técnica, os cosmólogos podem medir a radiação cósmica de fundo em microondas, uma das principais evidências da validade da teoria do Big Bang. Além disso, uma gama de outros assuntos pode ser explorada com a radioastronomia: a existência de buracos negros, a formação de moléculas no meio interestelar, a atividade solar que pode afetar nosso pequeno planeta Terra, entre outros assuntos.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Universos Paralelos

Olá pessoal

Já recomendei esse vídeo a muita gente, e achei que deveria recomendá-lo por aqui também. É um documentário da BBC sobre a "teoria de tudo". Algumas curiosidades sobre Física Quântica são apresentadas mas para mim, um dos pontos mais interessantes é a explicação que eles dão para o Big-Bang (interessante porém incompleto, pois eles apenas "jogam" a singularidade para um passado mais longínquo). Aí vai o link: http://www.youtube.com/watch?v=d-TrELBHijI

Abraços

Escolas e cursos de astronomia

Queria complementar o texto do Thiago com informações de onde estudar astronomia, digamos, informalmente.

Existem cursos oferecidos pelos centros onde se faz pesquisa em astrofísica. Por exemplo, aqui na Divisão de Astrofísica começa hoje mais uma edição do Curso de Introdução à Astronomia e Astrofísica (CIAA): http://www.das.inpe.br/ciaa/index.php. Este curso dura uma semana, é bem abrangente em relação ao conteúdo (desde Sistema Solar a Cosmologia) e conta ainda com sessões de observação do Sol e do céu noturno e oficinas temáticas. O CIAA é direcionado para os professores de ensino fundamental e médio e para os estudantes de graduação a partir do segundo ano.

Existe alguma vantagem em se fazer esse curso? Lógico que sim, afinal você entra em contato com astrônomos profissionais, conhece o INPE e outras pessoas que também gostam de astronomia. E quem sabe os autores do blog também, se ainda estiverem por aqui. =) Mas pra quem está na graduação a motivação principal é entrar em contato com essa área de pesquisa para começar a pensar no seu futuro profissional.

Bom, existem outros cursos além do CIAA, mas sobre eles não posso dar informações, então deixo os links dos que conheço e me lembro agora:
Cursos de extensão do IAG: href="http://www.astro.iag.usp.br/index.php?dir=ensino&file=ensino.php?cod=extensao
Cursos da prefeitura de SP: ref="http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/meio_ambiente/planetarios/cursos/index.php?p=388

Além dos cursos de astronomia, existem as escolas específicas de cosmologia, gravitação, radioastronomia, etc. que ocorrem eventualmente e que são anunciadas através dos boletins das sociedades (de física, astronomia, etc.) ou de cartazes que são enviados para as universidades. Essas normalmente são dirigidas para quem já está na pós graduação, mas a do CBPF é uma que também recebe os alunos da graduação: http://mesonpi2.cat.cbpf.br/e2010/index.php.